segunda-feira, 31 de julho de 2006

sábado, 22 de julho de 2006

Voar

Uma das vantagens de estudar uma língua estrangeira é poder entender aquilo que antigamente você só gostava pelo som. Exemplo disso são as músicas estrangeiras. Sempre gostei de músicas italianas, principalmente as dos anos sessenta, mas gostava apenas pelo som e por entender (ou inferir) algumas palavras que tem uma sonoridade parecida com as do português. Mas havia algumas que não tinham nada a ver com o português e isso me agoniava bastante. Uma delas é "Volare", veja só a letra:

Volare
Luciano Pavarotti
Composição: Domenico Mondugno

Penso che un sogno così non ritorni mai più
Mi dipingevo le mani e la faccia di blu
Poi d'improvviso venivo dal vento rapito
E incominciavo a volare nel cielo infinito

Volare, oh, oh!
Cantare, oh, oh, oh, oh!
Nel blu, dipinto di blu
Felice di stare lassù

E volavo, volavo felice più in alto del sole ed ancora più su
Mentre il mondo piano piano spariva lontano laggiù
Una musica dolce suonava soltanto per me

Volare, oh, oh!
Cantare, oh, oh, oh, oh!
Nel blu, dipinto di blu
Felice di stare lassù
Nel biu, dipinto di blu
Felice di stare lassù


Agora que consigo entender acho que gosto ainda mais dela. Aí vai a tradução:

Voar
Composição: Domenico Mondugno

Penso que um sonho assim não retornará nunca mais
Eu pintava minhas mãos e o rosto de azul
Depois por improviso era seqüestrado pelo vento
E começava a voar no céu infinito

Voar, oh, oh!
Cantar, oh, oh, oh, oh!
No azul, pintado de azul
Feliz de estar lá em cima

E voava, voava mais feliz no alto do sol e ainda mais acima
Enquanto o mundo plano, plano desaparecia distante lá embaixo
Uma música doce tocava apenas para mim

Voar, oh, oh!
Cantar, oh, oh, oh, oh!
No azul, pintado de azul
Feliz de estar lá em cima


Até a próxima!

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Almas

Somos apenas almas.
Vagamos confusos em meio
a tênues feixes
de luzes serenas.
Com passos apressados,
desviamos da vigília permanente
de olhares perseguidores.
Bailamos entre sombras
e clarões difusos
para adormercemos envoltos
pelos lençóis de fumaça da perdição.
Rimos da busca de uma felicidade fugidia
ou mentira oculta.
E quando não recebemos respostas
às perguntas que endereçamos ao céu,
sabemos que é porque somos almas,
espíritos invisíveis
à mesquinharia humana.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Travelling riverside blues

Led Zeppelin



Em homenagem ao Dia do rock, um clipe da maior banda de rock de todos os tempos.
Saudações aos deuses do metal!

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Roadhouse blues

The Doors


Há 41 anos, formava-se, em Los Angeles, Estados Unidos, uma das mais polêmicas e talentosas bandas de rock'n'roll da história, o The Doors. E, há exatos 35 anos, faleceu seu vocalista e líder Jim Morrison.

A morte, ocorrida em um hotel parisiense, sempre foi cercada de suspense. Alguns fãs mais exaltados acham que Morrison, como Elvis Presley, não morreu, que é tudo boato. Os companheiros de banda não acreditam, em declarações dadas na mídia, que o corpo do músico esteja em Paris. Enfim, tudo muito nebuloso.

Mas o que impressiona de fato, é a magia, o encanto que a imagem do rebelde Morrison (morto aos 27 anos) ainda causa em milhares de pessoas. O mito permanece vivo.

Récem formados em cinema, Ray Manzarek (tecladista) e Morrison se conheceram e resolveram formar uma banda. Adotam o nome de The Doors através de uma obra do poeta William Blake. Em pouco tempo John Densmore (baterista) e Robby Krieger (guitarrista) se juntam ao Doors.

Em 1967, sai a primeira e talvez a melhor obra da banda, o álbum homônimo, que contém as épicas canções 'Break on Through' e 'Light My Fire'.

A partir daí, o sucesso do grupo foi aumentando abruptamente e com ele a loucura da banda. Morrison, irritado com o assédio ou sem encontrar um meio mais confortável para lidar com o sucesso, começa a se apresentar de modo enérgico, estranho, no palco. Considerado símbolo sexual na época, o vocalista adotou performances sensuais, obcenas muitas vezes, criando um figura pública controversa.

Drogas e álcool, que juntamente com o sexo compõem a famosa tríade com o rock, estavam presentes no dia a dia do Doors. Morrison, já um tanto transtornado com sua nova vida, começou (ou ao menos tentou) se afastar um pouco dos holofotes da mídia e do resto da banda, com quem vivia em conflitos constantes. Até que no dia 3 de julho de 1971, Jim foi encontrado morto, devido a um ataque cardíaco, na banheira do hotel em que se hospedava em Paris, tendo sua morte anunciada dias depois em meia a muita confusão e especulações.

Permanece até hoje a imagem do vocalista rebelde, que ignorou as proibições do programa The Ed Sullivan Show, do bêbado que exibiu o pênis em um show nos Estados Unidos e que protagonizou tantas outras insanidades.

Seu túmulo, em Paris, é um dos locais mais visitados da Europa. Diariamente passam cerca de 300 pessoas pelo local. Fotos, velas, cartas e os mais diversos objetos são deixados juntos a lápide do músico. Algumas pessoas fazem pequenos ritos as escondidas no cemitério e até mantém relações sexuais perto do túmulo.

Se vivo, Jim Morrison completaria em dezembro 68 anos. Não se pode afirmar o que aconteceria com o Doors se o seu vocalista não tivesse morrido em 1971. A única certeza é que sua morte foi criado um mito que perdurará por muito tempo.

sábado, 1 de julho de 2006

Weapon of Choice

Fatboy Slim


O vídeoclip "Weapon of choice", baseado na música de mesmo nome do Fatboy Slim, foi dirigido por Spike Jonze, o mesmo diretor dos filmes "Quero ser John Malkovich" e "Adaptação". A música faz parte do disco "Halfway between the gutter and the stars" ("Metade do caminho entre a sarjeta e as estrelas"), de 2000. No vídeo, o ator Christoper Walken interpreta um homem que aproveita a ausência de pessoas no local para dançar pelos salões de um luxuoso hotel. Walken também ajudou a coreografar a dança, que inclui uma cena em que ele mergulha do alto de uma sacada para voar ao redor do salão.