quarta-feira, 28 de maio de 2008

Italian Spiderman

A versão italiana do Homem-Aranha, dos anos 60, finalmente viu a luz do dia. Italian Spiderman começou a ser exibido no YouTube na semana passada, e terá cenas disponibilizadas semanalmente no website e na página do filme no MySpace.


O filme foi produzido entre 1964 e 1968 pela Alrugo Entertainment, do italiano Alfonso Alrugo. O diretor Gianfranco Gatti e o astro Franco Franchetti - nomes mais famosos da produtora - acabaram afundando suas carreiras quando as distribuidoras consideraram o filme "inassistível".

A única cópia do filme estava perdida em um navio cargueiro que afundou em viagem para os EUA. Segundo os últimos desejos de Alfonso Alrugo, seus netos Vivaldi e Verdi fizeram uma expedição submarina que reencontrou os rolos. É esta versão, remasterizada, que chega agora à Internet.




Fantástico, né? Pois é tudo uma grande piada da Alrugo Entertainment - na verdade, uma produtora montada por estudantes de cinema australianos que se especializou em filmes deliciosamente trash parodiando as piores produções de ação e ficção científica dos anos 60.

Italian Spiderman foi criado como trabalho para a Flinders University, de Adelaide, Austrália. Mas claro que a história fictícia dos primeiros parágrafos - inventada pelos cineastas para dar mais "autoridade" à produção - é bem mais interessante.

Vale a pena conferir também os hilários trailers do filme - principalmente os que focam o frondoso bigode do protagonista.

Fonte: Omelete

sábado, 24 de maio de 2008

Apocalypto

Mel Gibson é um cara talentoso. Polêmico, mas talentoso mesmo assim. Ele já demonstrou isso em sua longa carreira de ator e não o desmentiu quando assumiu a cadeira de diretor -  foi premiado, logo em seu segundo filme (Coração valente, 1995), com o Oscar de melhor diretor. Tudo bem que, vez ou outra ele pisa na bola com filmes que não valem a pena nem citar o nome  e que seu filme seguinte como diretor tenha sido o polêmico e desnecessariamente violento "A paixão de Cristo". Nada disso, no entanto, consegue desfaz minha impressão de que ele é um bom diretor. Seu último filme como diretor, Apocalypto, confirma isso.

Apocalypto

Apocalypto é um bom filme. Longe de ser um épico, é  carregado de boas idéias e usa o fim da civilização Maia como desculpa  para apresentar uma eficiente e descompromissada aventura. O foco está na ação e nas imagens. A violência, pode deixar os de estômago mais fraco com enjôos.

A trama trata da luta de um jovem que decide fugir do destino que lhe assinalaram: o sacrifico em honra dos deuses.  E poderia se dizer muito a respeito do enredo e de seus significados metafóricos, apontar para a questão da posse territorial, para o fanatismo religioso, para a tortura a prisioneiros de guerra, para a limpeza étnica, entre outros.

É uma narrativa fria, seca e assustadoramente realista, que abre margens para certas interpretações e metáforas. Mas, mais importante é o ritmo contagiante com que a história é narrada. Gibson não faz concessões e o resultado é um dos filmes mais violentos de todos os tempos e mais que isso, um filme bastante divertido.